O que são PANCs ?

A sigla PANC significa PLANTAS ALIMENTÍCIAS NÃO CONVENCIONAIS, ou seja, hoje, para além das plantas, nativas ou exóticas, que nós seres humanos nos alimentamos existe outra grandíssima variedade de plantas que são comestíveis mas nós, ou não sabemos, ou não produzimos  ou, ainda, tem um baixo consumo perante as convencionais como alface, rúcula e manjericão.


Capuchinha panc

Existem também, aqueles que consideram PANC as partes de plantas convencionais que não temos o hábito de consumir, como caso da Batata doce, onde estamos acostumados a consumir sua raiz, mas as folhas também são comestíveis quando cozidas.

Esse grande grupo é diverso, podendo encontrar, verduras, hortaliças, frutas, castanhas, cereais e até corantes naturais e condimentos. 


O grupo de PANC pode variar de época para época, por exemplo, algumas plantas que hoje estão no grupo antigamente eram conhecidas e muito utilizadas por nossos avós, deixando de ser convencionais, o que nada as impeçam de sair do grupo e se tornarem, novamente, convencionais.

Além disso, pensando em um país como nosso, com extensões continentais, onde o aipim, macaxeira e mandioca são a mesma coisa, a lista pode variar, porque, nem sempre o que é convencional para os paulistas será para os capixabas, por exemplo!


Elas são possíveis de encontrar em diferentes lugares, pois em sua maioria são plantas mais rústicas, que exigem menos cuidados, portanto, se desenvolvem nos lugares mais inóspitos como calçadas, terrenos baldio, mas também no fundo de quintal de casa. 


É importante sempre estudar e saber de qual PANC estamos falando antes de sair colhendo por ai e, principalmente, consumindo.

É muito importante estarmos abertos para novos conhecimentos, descobertas, e ainda contribuir para conservação de muitas espécies vegetativas que, também, proporcionam alimentos de forma mais democrática.


Precisamos nos conscientizar da importância de valorizarmos e tornarmos os alimentos que dão no nosso quintal, na nossa cidade e estado, alimentos do nosso cotidiano e que intensifiquemos o seu plantio e consumo, pois as energias gastas no geral para produzir, distribuir e consumí-lo diminui drasticamente, e ai sim poderemos pensar em alimentos riquíssimos em nutrientes na mesa de todos! 


Hoje as opções de plantio dos produtores giram em torno de  culturas como alface, couve e batata, por exemplo, que exigem maiores cuidados para com o seu cultivo, além de suas sazonalidades se limitarem a um período do ano, o cultivo de PANC por estes mesmos produtores possibilitará melhor aproveitamento das suas áreas de cultivo, pois em sua maioria se tratam de plantas mais resistentes e permitem, devido a variedade, que as sazonalidades se complementem!


A ideia não é deixar de consumirmos o que já consumimos e consumir as PANC apenas, o ideal é sempre ir aumentando a lista das convencionais e diminuir as PANC !


Existem PANC que podem ser consumida in natura, que podem ser consumidas in natura mas fica mais agradável seu sabor quando processadas, ou aquelas que só podem ser consumidas quando cozidas.


A lista de algumas PANC mais conhecidas:

Azedinha - Usa-se suas folhas em saladas e modernamente em sucos.

Capuxinha - Usa-se as folhas, flores e sementes.

Feijão Guandu - Usa-se suas ervilhas verde ou feijão seco

Folha de batata doce - Usa-se as folhas unicamente cozidas ou refogadas

Ora pro nóbis - Usa-se folhas e frutos cruas ou cozidas

Peixinho - Usa-se folhas fritas ou cozidas

Picão - Usa-se folhas cozidas e infusão

Taioba - usa-se suas folhas, talos e batatas cozidos.



Receita: Bolo de Ora pro nobis:

2 dentes de alho picados;

1/2 cebola picada;

1/2 maço de ora-pro-nóbis picado;

pimenta-do-reino branca;

4 gemas;

100 g de queijo;

400 g de mandioquinha cozida e transformada em purê.


Modo de fazer:


Refogue o ora-pro-nóbis na banha ou na manteiga com alho e cebola;

Misture o purê de cenourinha ou mandioquinha, as gemas, sal e pimenta-do-reino branca; Unte forminhas com manteiga e coloque a o purê, espalhando por toda a superfície.;

Recheie com queijo no fundo, depois a ora-pró-nobis refogada, mais queijo e feche com a massa;

Deixe no forno quente por 10 minutos em banho maria.  


Receita tirada do : Biodiversidade no Prato, Instituto Terra Mater, 2015.


Artigo escrito por: Elis Cristina Morales dos SantosArquiteta da Paisagem e fundadora da Soul Verde, negócio de impacto sócio ambiental pensado para oferecer a experiência significativa do despertar para relação harmônica entre seres humanos e natureza. Tal experiência é oferecida através de serviços que enaltecem o meio ambiente por meio da conscientização da sua importância e conservação. Para tanto, a SOUL VERDE busca criar uma rede de colaboradores, fornecedores e clientes capazes de juntos contribuir para um ecossistema sustentável.

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